Múltiplas escolhas

Ideal para o turista indeciso entre uma tarde no museu, uma caminhada à beira da praia ou um mergulho radical, o litoral pernambucano merece ser desvendado

Por Lucie Ferreira

Pernambuco é um lugar onde turismo cultural e ecológico dialogam em harmonia, deixando ao visitante a difícil tarefa de escolher entre uma caminhada pelo centro histórico e um relaxante banho no mar. Seja qual for o passeio da vez, o alívio será saber que, no dia seguinte, pode optar por um programa completamente diferente e se divertir da mesma forma.

Um dos municípios históricos mais famosos do País, Olinda é considerada Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, título conferido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É a sede da primeira igreja construída no Brasil, a de Nosso Senhor Salvador do Mundo, fundada em 1540 no Alto da Sé. Embora outras dezenas de igrejas e capelas sejam consideradas atrações turísticas, Olinda não é tão conhecida pela religiosidade de seu povo quanto pelo Carnaval. Na data mais festiva do ano, milhares de pessoas cantam e dançam por suas ruas íngremes e estreitas, enfeitadas pelos complexos e animados passos do frevo e suas sombrinhas coloridas, e pelos festivos bonecos gigantes.

Mas a vida cultural em Olinda não se resume ao Carnaval: a arte está presente nos inúmeros ateliês, e a gastronomia é representada pela culinária tradicional da região, regada a camarões, peixes, mandioca, frutas.

Apesar de ser litorânea, Olinda não tem praias muito atrativas, cabendo o destaque à do Bairro Novo, bastante visitada por turistas. Devido à proximidade com Recife (somente sete quilômetros separam as duas cidades), o viajante pode aproveitar o litoral da capital pernambucana para refrescantes banhos de mar. A praia da Boa Viagem e seu famoso calçadão se tornaram símbolos da cidade multicultural, que conta com outras praias de igual beleza, como Pina, Piedade e Candeias. Assim como Olinda, Recife respira cultura. Música e dança se manifestam por meio dos tradicionais maracatu, coco e forró, e do moderno mangue beat. O teatro e o cinema marcam presença em festivais anuais, levando artistas e obras do País inteiro para um público ávido por novidades. O passado pode ser revisitado na arquitetura e nos museus e galerias.

O Barroco se reflete no interior da Capela Dourada, igreja construída no final do século XVII, cujo interior é revestido de talha dourada. A arte pode ser apreciada no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, que tem em seu acervo obras de Vicente do Rego Monteiro, João Câmara, Gil Vicente, Vik Muniz, entre outros.

Praias tropicais
Seguindo em direção ao sul de Pernambuco, a 40 km da capital, o turista chega ao município de Cabo de Santo Agostinho, onde paisagens naturais e sítios históricos dos tempos do Brasil colonial dividem a atenção. O turismo de aventura tem espaço nas alturas, na terra e na água: no voo de asa delta, no rapel e nas escaladas, a paisagem é vista por um ângulo privilegiado; por terra, caminhadas a pé ou de bicicleta exploram as matas; no mar, as ondas agitadas convidam para o surf, mas há espaço para a prática de esportes náuticos que exigem água calma e ventos fortes. Lagoas, riachos, cachoeira e piscinas de argila – o divertido e o inusitado se complementam nessa cidade única.

Ao longo da costa do município, nove praias disputam os visitantes, e a mais badalada delas é Galibu. O local oferece uma ampla estrutura para o turista, com hotéis, pousadas, bares e restaurantes. A pequena Paraíso é a menor praia da região e merece ser apreciada em um relaxante passeio de barco.

Localizado a 70 km da capital pernambucana, o município de Ipojuca abriga o litoral mais extenso do Estado, com 11 praias distribuídas ao longo de 32 km. A mais famosa delas é a de Porto de Galinhas, um dos mais procurados destinos turísticos brasileiros. E não é por menos: areias brancas e coqueirais margeam as águas mornas e cristalinas do Atlântico, que servem de abrigo a corais, peixes coloridos, cavalos marinhos e tartarugas. As piscinas naturais são de fácil acesso (apenas cinco minutos de jangada) e, chegando lá, o visitante pode se refrescar com um banho.

Outra praia ipojucana que atrai muitos turistas é a de Muro Alto, nome inspirado nas falésias de 3 m que cercam a orla. Por estar em um complexo de resorts e hotéis, é a escolha ideal para quem deseja descansar com muito requinte. Já a Praia do Cupe, ao norte de Porto de Galinhas, é bastante visitada por surfistas, já que as ondas fortes são frequentes nos trechos sem arrecifes.

Além das praias paradisíacas, Ipojuca conta com antigos engenhos de açúcar, que remontam aos séculos XVI, XVII e XVIII. Ao longo do ano, são realizadas diversas festas de cunho religioso nesses locais históricos, em homenagem aos santos padroeiros.

Anote na Agenda
Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho
www.cabo.pe.gov.br
Secretaria de Turismo de Pernambuco
www.empetur.com.br
Unesco
www.brasilia.unesco.org

*Reportagem publicada na revista Dec News (setembro/2009)

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Esse post foi publicado em Turismo, Veículo: Dec News. Bookmark o link permanente.

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