Você, ele… e o fotógrafo

Que tal ter lembranças dos bons momentos do noivado? A E-session é opção ideal para guardar e compartilhá-los

Texto Lucie Ferreira

Em meio a tanta correria e preocupação com o vestido e a organização da festa de casamento, a noiva dedica algumas horas ao seu amado em um convidativo parque. Eles andam de mãos dadas, sentam-se no banco, sorriem um para o outro, beijam-se… clique! O fotógrafo capta esses momentos espontâneos e se prepara para mais fotos. Apesar de essa história parecer a intromissão de um paparazzo no momento romântico de um casal, a relação entre eles é amigável, pois trata-se de uma E-session. “É a abreviatura de Engagement Session, que traduzindo ao pé da letra significa ‘sessão de noivado’”, explica o fotógrafo Mário Marques, do Rio de Janeiro, RJ.

Originária dos Estados Unidos, onde é bastante comum, essa sessão fotográfica realizada antes do casamento busca registrar imagens descontraídas, “com muitos beijos, abraços, trocas de carinho e risadas, sem perder o clima de romantismo que o casal naturalmente tem”, de acordo com Marques. “É muito legal ver o carinho e a cumplicidade dos namorados. Às vezes, é preciso pedir para dividirem um pouco com a câmera e deixar o namoro para depois”, completa.

Anderson Nascimento, de São Paulo, SP, faz E-sessions há oito anos e comenta que o estilo teve aceitação gradual por parte dos casais. “Inicialmente, era uma forma de chamar a atenção do cliente como um serviço a mais para as fotos de casamento.” Hoje, muitos casais procuram um profissional do ramo sabendo exatamente o que querem – e essas descontraídas sessões pré-casamento são cada vez mais solicitadas.

A E-session é indicada para quem quer guardar e compartilhar os bons momentos da fase do noivado. “O uso das fotos é distinto, desde site ou blog dos noivos a livro de assinaturas, álbum e save the date. Mas o que realmente desperta o interesse do casal é ser dirigido a fazer algo mais informal e divertido, mostrando um pouco sua identidade e história”, comenta o fotógrafo Samuel Alexandre, do Coletivo3, de São Paulo, SP.

Amor sob lentes

Para Alexandre, é essencial que o fotógrafo não esteja preso a determinado estilo no momento das fotos. “Deve-se buscar uma liberdade com o casal e saber direcioná-lo para ter um bom resultado.” Essa descontração entre o fotógrafo e os clientes torna os retratos mais espontâneos, fazendo com que o essencial seja captado pelas lentes: o amor e o carinho entre os noivos.

Segundo Marques, as mulheres têm mais vontade de participar da E-session. “Elas ficam animadas, pensando na maquiagem, nas roupas que vão usar, se o vestido vai combinar com o sapato, se o dia vai estar lindo… já sabem até onde querem fazer as fotos”, diz. O fotógrafo André Nascimento, de São Paulo, SP, concorda que elas sejam mais entusiasmadas, embora nem sempre ajam da mesma maneira durante as fotos. “Teoricamente, a mulher é mais desinibida, mas algumas vezes, no dia do ensaio, elas ficam tímidas, enquanto os homens se soltam mais.”

Nascimento observa que existem os casais colaborativos, os quais entram no espírito da E-session, e aqueles que sempre precisam ser avisados para manterem a pose. “Alguns, eu acabo de clicar e já vão para outro lugar”, destaca. Por isso, é necessário lembrar que, por mais descontraídas que sejam as fotos, é preciso paciência e atenção aos pedidos do fotógrafo. “Como os casais não são profissionais, conseguir uma média de 20 a 30 fotos bacanas pode levar quatro horas e mais de 300 cliques”, ressalta Alexandre.

Na hora de escolher o local, o casal precisa considerar o próprio gosto pessoal. Aqueles que gostam de natureza podem optar por parques, jardins e praias, enquanto os mais urbanos dão preferência ao centro da cidade e grandes avenidas. De acordo com Nascimento, as locações paulistanas mais usadas para E-sessions são o parques Villa Lobos e Ibirapuera. Em seguida, aparece o centro da cidade de São Paulo, principalmente o Páteo do Colégio e a avenida Paulista. “Temos sempre um local para sugerir, mas o bacana é extrair aquilo que o casal ficaria mais à vontade de fazer e incliná-lo para isso. Uma dessas conversas nos levou à Praça da Sé às 5 horas da manhã”, acrescenta Alexandre, do Coletivo3.

Caso ainda tenha dúvidas, ou até mesmo acredite que possa se sentir acanhada por dividir beijos com a câmera, Marques dá o recado: “até os mais tímidos se animam na hora de fazer as fotos, e os noivos fazem questão de mostrá-las para todo mundo”. Depois de comprovar o belo resultado, com certeza vai ficar animada para compartilhar as fotos com a família e os amigos, seja estampando nas lembrancinhas de casamento ou colocando no livro de assinaturas do grande dia. Afinal, como enfatiza Marques, “quem não se encanta em ver um casalzinho apaixonado e feliz?”.

*Reportagem publicada na revista Roteiro – Noiva Festa e Casamento (2011)

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