Docol Magazine 23 – Galeria Design

Seção Galeria Design – Especial Sustentabilidade

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Docol Magazine 22 – Galeria Design

Seção Galeria Design - Especial Milão 2014

Seção Galeria Design – Especial Milão 2014

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Architech

No primeiro semestre de 2014, colaborei com o site Architech, na redação e pesquisa das obras arquitetônicas das cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil. Saiba mais sobre o Architech no texto de apresentação abaixo:

Architech é uma iniciativa do Liquid Media Laab que envolveu profissionais de diversos estados e cidades brasileiras num esforço inédito para mapear e explicar as 200 obras da arquitetura mais importantes do país, nas cidades sede da Copa do Mundo. O projeto venceu o edital Cultura 2014, do Ministério da Cultura.

O Architech realizou um mapeamento das principais obras arquitetônicas presentes nas cidades sedes da Copa do Mundo do Brasil em 2014. A arquitetura do Brasil ganha assim um guia na internet e nos celulares que poderá ser acessado pelos visitantes online – um guia eletrônico de bolso. A iniciativa torna o Architech uma referência sobre arquitetura brasileira na web.

Esperamos que em breve este também seja um espaço de colaboração, em que arquitetos, estudantes e professores, e quaisquer interessados no assunto possam cooperar, subindo para o site novas imagens de arquiteturas relevantes. Além disso, ainda, preservamos a memória destas obras de arquitetura, uma vez que estarão registradas no ambiente virtual. Do ponto de vista cultural, educacional, turístico, é fundamental ter este acervo organizado e disponível para todos os cidadãos e visitantes do Brasil.

Uma vez que as bases de dados estão organizadas e liberadas em licenças livres (creative commons cc-zero, a não ser quando especificado de outra forma), é possível reorganizar todo o material de diversas maneiras, com múltiplos usos possíveis: livros didáticos, exposições e documentários são apenas algumas possibilidades.

O conteúdo levantado também pode sempre ser utilizado nas escolas, bibliotecas, centros culturais, como um legado cultural da Copa. Por estar online, o acesso a toda a informação será possível mesmo para aqueles que estão longe das cidades, gerando interesse permanente pela arquitetura brasileira e estimulando a visita pessoal a cada município.”

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Painel ressalta a importância das certificações para as OSCs

Texto Lucie Ferreira

Com a intenção de estimular o debate sobre os sentidos da certificação para as organizações da sociedade civil, o painel “Certificações das OSCs: Por que e por quem?”, foi marcado pela autocrítica e pelo desejo de melhoria por parte dos representantes do governo. Ele foi apresentado durante o II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

O presidente do Instituto Doar, Marcelo Estraviz, moderou a discussão e destacou que os selos de certificação concedem excelência e transparência às entidades, podendo auxiliar no aumento da arrecadação, uma vez que eliminam a desconfiança da população e incentivam a cultura da doação.

Para a diretora associada de desenvolvimento estratégico da OSC norte-americana TechSoup Global, Jessica Galeria, da mesma forma que a população exige transparência do governo e das empresas, o mesmo deve ser feito em relação às instituições. Sediada em San Francisco, na Califórnia, a entidade trabalha com organizações do mundo todo, fornecendo certificações e operando com dados abertos, interoperáveis e com retorno de valor para as organizações.

Seus principais objetivos são agregar e validar os dados (com base no Marco Regulatório de cada país), para então ativar as certificações. Um de seus principais títulos é obrigatória para que OSCs internacionais recebam doações de empresas estado-unidenses. 

Selos brasileiros

O diretor adjunto no Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça, David Pires, introduziu as certificações Utilidade Pública Federal (UPF) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). Resultante da Lei nº 91 de 28 de agosto de 1935, a UPF é o mais antigo título concedido a uma organização no Brasil e não é muito utilizado atualmente, embora várias instituições tradicionais tenham o selo.

Já a lei das Oscip foi promulgada em 1999 e concede qualificação às OCS que apresentarem as documentações solicitadas e se comprometerem com serviços à sociedade, prestando contas anualmente para manter o selo. “A UPF e a Oscip são certificações com realidades opostas: a primeira é de filantropia caritativa, enquanto a outra tem ação politizadora”, revelou Pires. De acordo com ele, se a prestação de contas e a transparência forem bem reguladas, o Estado não precisará conceder certificações, criadas pela exigência de selos.

A Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas) foi comentada pela diretora do Departamento da Rede Socioassistencial Privada do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Carolina Stuchi. O título é requerido pelas entidades principalmente devido à isenção fiscal, embora a representante tenha afirmado que ele deveria ser desvinculado desse interesse. “As OCSs têm expectativas em relação à Cebas, por isso querem tê-la”, disse, argumentando que a certificação atesta a transparência e o reconhecimento de quem a possui.

*Texto produzido para a Comunicação Colaborativa durante a cobertura do II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc). Repórter e fotógrafo estiveram no evento a convite do Liquid Media Laab (SP). #ArenaBR #MROSC

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Especialistas defendem maior apoio popular às instituições

Texto Lucie Ferreira

Foto Leandro Portes

Para Marcos Kisil, a relevância da instituição para a sociedade é fundamental para a sua sustentabilidade financeira

Para Marcos Kisil, a relevância da instituição para a sociedade é fundamental para a sua sustentabilidade financeira

Segundo o advogado Eduardo Szazi, “a sociedade civil é a origem e destinatária da causa que a organização abraçou”. Com essa afirmação, o autor do livro “Terceiro Setor: Regulação no Brasil” iniciou o debate em que justificou o financiamento de organizações da sociedade civil por múltiplas fontes, durante o painel “Economias e sustentabilidade das OCSs”, apresentado no II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

Com um discurso em defesa da independência das instituições, Szazi explicou que múltiplas fontes de financiamento são essenciais para reforçar a legitimidade e evitar a submissão, que costuma ocorrer quando a entidade depende de poucos, senão um único doador. Neste último caso, a ela se sujeita a prestar contas de projetos a uma autoridade, e não à sociedade civil. “Obter financiamento de várias pessoas é fundamental”, sintetizou. Para isso, a organização depende do fortalecimento das condições da sustentabilidade real, considerando que não é apenas o lado financeiro que viabiliza sua causa, mas também a governança e as metas.

Como doar é um ato voluntário, a sustentabilidade da entidade dependerá dos resultados que obtiver, alimentando a motivação dos doadores. Ao considerar a sociedade civil como quem merece de fato conhecer seus resultados, a organização deve tornar acessíveis seus propósitos, planos, metas e estratégias.

Para Szazi, é importante que as organizações estabeleçam metas e resultados transparentes. “Uma instituição incapaz de administrar o dinheiro não tem sustentabilidade administrativa”, concluiu.

Em concordância com o advogado, o diretor da Fundação Grupo Esquel e da Pastoral da Criança, Silvio Sant’Ana, revelou que a sustentabilidade da sociedade e da vida social garantem a capacidade de progredir da própria sociedade. Ao apontar a sustentabilidade como resultado da capacidade de responder aos desejos populares, ele indica uma agenda politicamente adequada para alcançar esse objetivo.

Como a participação da cidadania é essencial, o governo precisa estabelecer incentivos para o cidadão doar e ser reconhecido. “Muitas vezes, ele atrapalha porque cria novas burocracias e diminui a capacidade das organizações arrecadarem”, criticou.

O diretor presidente e fundador do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Marcos Kisil, acrescentou que a sustentabilidade financeira das organizações é resultante de três elementos imprescindíveis: o comprometimento à missão; o compromisso com a qualidade do processo e do produto; e a relevância da instituição para a sociedade.

Somam-se a isso ações como necessidade de custos recorrentes; recurso para programas e projetos específicos; e capitalizar-se. “O fundo patrimonial é um exemplo. A organização pode ter instrumento em que recolhe para criar os recursos de que precisa”, finalizou.

*Texto e foto produzidos para a Comunicação Colaborativa durante a cobertura do II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc). Repórter e fotógrafo estiveram no evento a convite do Liquid Media Laab (SP). #ArenaBR #MROSC

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Aprovação do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil cria expectativas

Texto Lucie Ferreira

Fotos Leandro Portes

Público prestigia painel de abertura do II Seminário Internacional do MROSC

Público prestigia painel de abertura do II Seminário Internacional do MROSC

O painel “Por uma nova relação de parcerias entre o Estado e as Organizações da Sociedade Civil”, realizado durante o II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc), no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, expôs ao público os instrumentos e as práticas que viabilizam as relações de fomento e colaboração entre o Estado e as Organizações da Sociedade Civil (OSC).

Em sua apresentação, a deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) falou da importância da Constituição de 1988 para o país. “Estáticas são as ditaduras. As democracias exigem movimento”, afirmou. Para ela, as instituições devem estruturar a governança a partir da perspectiva da sociedade, alinhando objetivos e interesses. Porém, para que as OSCs sejam devidamente reconhecidas, é necessária a aprovação do Marco Regulatório e a descriminalização dos movimentos sociais, que apesar dos esforços, são considerados ilegais por alguns setores da sociedade.

Segundo a deputada, a criação de um marco legal está baseada em três aspectos. O primeiro se refere à segurança na relação entre o Estado e a sociedade civil e vice-versa, a qual não deve ser marcada por desconfiança. O segundo diz respeito aos recursos públicos, em que o financiamento político é apenas uma forma de utilizá-los – e caberia à sociedade civil gerenciá-los diretamente. O último aspecto é a transparência: “As OSCs não têm apenas direito de trabalho, mas devem ter também visão global do orçamento público”, ressaltou .

A deputada federal Maria do Rosário fala da importância do Marco Regulatório para a sociedade

A deputada federal Maria do Rosário fala da importância do Marco Regulatório para a sociedade

Diretora Executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão Ribeiro contou que após quatro anos de discussões intensas, finalmente o marco regulatório se tornará algo concreto. Ela revelou que, ainda durante a campanha presidencial, a presidente Dilma Rousseff prometeu elaborar, em seu primeiro ano de governo, um grupo de trabalho com participação da sociedade civil para criar um novo marco e políticas de fomento para o setor. Entretanto, a retomada do tema só ocorreu em 2012, graças ao apoio da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Membro do comitê facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório das OSCs, Vera expôs alguns pontos difundidos pela proposta, dentre eles fazer com que as organizações sejam um instrumento próprio. “Não somos prefeitura, então não seremos um convênio. Assim como não somos órgão público nem parte do governo”, pontuou. O apoio às pequenas organizações populares, promovendo fomento educativo, e um sistema de controle e transparência adequados também integram a Plataforma.

Finalizando o painel, o diretor do Departamento de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro de Carvalho Pontual, sublinhou o aprimoramento da relação do governo federal com as sociedades civis, respeitando a autonomia entre as partes. “É preciso uma relação de interdependência para implementar programas e ações da política brasileira”. Para ele, é primordial que as OSCs consigam chegar onde as políticas do governo não estão presentes, moldando os programas de acordo com o contexto.

*Texto e fotos produzidos para a Comunicação Colaborativa durante a cobertura do II Seminário Internacional do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (Mrosc). Repórter e fotógrafo estiveram no evento a convite do Liquid Media Laab (SP). #ArenaBR #MROSC

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Elegância inglesa

Fruto da paixão de Lionel Nathan de Rothschild por plantas, o espaço é atração para todas as idades

Texto Lucie Ferreira

Em Hampshire, no sul da Inglaterra, os Jardins de Exbury são um lugar convidativo para contemplar o paisagismo e passear com a família. A história da exuberante área verde teve início quando o banqueiro e político Lionel Nathan de Rothschild adquiriu a propriedade de 2 mil acres em 1919 e decidiu criar um imenso jardim, que começou a ganhar forma em 1922.

O resultado da dedicação de Rothschild perdura quase um século e os visitantes podem comprovar que se trata de um dos espaços silvestres mais sofisticados do país. O idealizador era conhecido como um entusiasmado colecionador de plantas, especialmente rododendros (Rhododendron sp) e azaleias (Rhododendron simsii), além de ter hibridizado variadas espécies presentes em Exbury, que foi oficialmente aberto para visitação pública a partir de 1955, 13 anos após sua morte.

Um de seus esforços ao criá-lo foi implementar uma ferrovia particular para transportar pedras e construir o maior jardim rochoso da Inglaterra e um dos maiores da Europa. Embora esse espaço tenha sido inutilizado durante a Segunda Guerra Mundial, começou a ser restaurado na década de 1980 e, atualmente, está sendo cuidado para retomar o mesmo esplendor dos anos 1930. E para fazer jus a outra paixão de Rothschild, os trens a vapor, uma pequena locomotiva leva passageiros interessados em passear pelo local sentados confortavelmente  – a rainha Elizabeth II é um deles.

Coleções

Auge da primavera no Reino Unido, maio é o melhor período para visitar Exbury. São mais de 10 mil espécies em plena floração. Rododendros e azaleias ganham destaque, pois eram as favoritas de Rothschild. Por causa de sua conhecida admiração pelas primeiras, chegou a receber sementes coletadas durante expedições. Estima-se que cerca de 1200 híbridos dessas plantas tenham sido cridas por ele entre 1920 e 1942. Aliás, foram os rododendros que inspiraram a compra de Exbury: ao notar que a localização e as características eram ideais para cultivar a espécie, o entusiasta investiu na propriedade.

Sejam perenes ou decíduas, as azaleias também fascinavam Rothschild, tanto que ele se empenhou para aprimorá-las, cultivando, comprando coleções e criando híbridos. As delicadas camélias (Camellia japonica) ganharam até um caminho só para elas. Magnólias (Magnoliaceae) asiáticas, do Himalia, Japão e Coreia, desabrocham na primavera. No Verão é a vez das chinesas e das variedades do sul dos Estados Unidos mostrarem o perfume e a beleza. Hortênsias (Hydrangea macrophylla) e nerines (Nerine bowdenii) enchem os jardins com suas cores e peculiaridades encantadoras.

 Plantas nativas do Reino Unido também têm espaço, com carvalhos (Quercus robur) e pinheiros (Pinus sp). Orquídeas das espécies Orchis morio e Dactylorhiza fuchsia, prímulas (Primula vulgaris) e bluebells (Hyacinthoides non-scripta) dão ar de jardim inglês a Exbury, com seus tons e aromas.

O verde das árvores preenche grande área do jardim, muitas delas presentes antes da aquisição de Exbury por Rothschild, como um cipreste (Cupressaceae) proveniente de uma semente que caiu durante o funeral do Duque de Wellington, em 1852. Atualmente, a coleção conta com espécies de todo o mundo, como coníferas norte-americanas, ácer-japonês (acer palmatum) e magnólias e carvalhos americanos.

Quem estiver a passeio no outono, poderá se surpreender com cogumelos exóticos. Em outubro, o visitante tem a oportunidade de conferir o vibrante agrário-das-moscas (Amanata muscaria) e o Coprinus picaceus, além do raro Astraeus hygrometricus, semelhante a uma flor.

Estrutura turística

Os Jardins de Exbury são beneficiados com caridade. Exposições de arte e de esculturas são frequentemente realizados no espaço, que em 2002 ganhou o prêmio de maior atração turística do sul da Inglaterra. Os amplos jardins são totalmente acessíveis, porém não é permitido visitar a antiga residência de Lionel de Rothschild.

O local oferece facilidades para famílias com crianças, com atrações especialmente desenvolvidas para os pequenos. Eventos corporativos e casamentos podem ser agendados para quem busca uma festa inesquecível em meio ao verde.

A vida selvagem encontra o lugar ideal para ser apreciada pelos visitantes. São diversas espécies de aves, texugos, veados, raposas, doninhas, visons, toupeiras, esquilos, musaranhos, sapos, entre outros.

*Reportagem publicada na revista Paisagismo & Jardinagem nº 121 (2013)

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